quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Quarteto de Cordas Martins Fontes inova nas apresentações

O Quarteto de Cordas Martins Fontes iniciou nova fase no palco do Teatro Guarany. A apresentação que coroou o momento ocorreu na noite da última terça-feira (11) e trouxe peças clássicas, como Mozart, Carlos Gomes e Villa-Lobos, além de novidades como as reinterpretações do compositor e arranjador César Guerra-Peixe. No bis, destaque para o lamento sertanejo de Santino Parpinelli.

“A ideia é quebrar barreiras. Sem divisões entre música erudita e popular”, explicou Nívio Mota, novo produtor cultural do quarteto.

 Para Ulisses Nicolai, músico responsável pelo 1º violino do conjunto, que também traz na formação Paulo Souza Lima (2 º violiono), Erlon Lima (viola) e Rossana Nicolai (violoncello), é muito bom recomeçar  no Guarany. “A acústica é muito boa, nos ajuda bastante”.

Desafio
No próximo mês, o quarteto se apresenta na programação da 13ª edição do festival Curta Santos. “Faremos trilhas sonoras para filmes mudos ao vivo. Acho que as pessoas não estão acostumadas com isso. Será uma grande surpresa para eles e para nós também”, afirmou Nicolai.

Nívio Mota adiantou mais projetos. “A próxima etapa será juntar o grupo a músicos solistas. Depois, planejamos um espetáculo para unir o quarteto a outros grupos mantidos pelo município, como uma escola de dança, por exemplo. No final do ano faremos uma apresentação com o Coral Municipal”.

Os artistas estão contentes com os novos rumos. “Estamos bem felizes com as propostas apresentadas pelo Nívio. Agradecemos muito a ele. Trouxe novo ânimo e uma perspectiva bastante otimista para nós”, declarou a violoncelista Rossana Nicolai.

Público surpreso
O público que prestigiou a performance no Guarany comentou o espetáculo. “Acompanho o quarteto há bastante tempo e vim conferir o início da nova fase de perto. Que continuem inovando e se renovando sempre”, disse a jornalista e guia de turismo Maria do Carmo Filgueiras, de 67 anos de idade.


 Já as irmãs Daniele e Maiara Alencar, ambas com 25 anos de idade, assistiram ao quarteto pela primeira vez. “Foi maravilhoso. Pena que acabou muito rápido”, falou Daniele. “Achamos que foi uma grata surpresa. Esperamos ver mais concertos realizados por eles”, completou Maiara.   

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