Reunindo cerca de 5 mil pessoas, a
Procissão de Iemanjá ocorreu na tarde do último domingo (28), na Ponta da
Praia, próximo ao Aquário Municipal (Praça Luiz La Scala, em Santos). O evento
teve início às 14h, com apresentações culturais, e desfecho nas procissões
terrestre e marítima, com a participação de cerca de 20 embarcações, que ocorreram
por volta das 16h.
Sob a coordenação do babalorixá Marcelo
de Logunédé, a programação celebrou a cultura afro-brasileira e destacou a luta
contra a intolerância religiosa, reunindo pessoas da região, da Capital e até
mesmo de outros estados.
“Sempre acompanho a festa, pois acho
bonita. Não sou seguidora da umbanda, mas tenho muita afinidade por Iemanjá, a
Rainha do Mar”, disse a dona-de-casa Janaína da Paz Cunha, moradora do bairro
Aparecida.
O babalorixá Marcelo destacou a tradição
do evento religioso na Cidade. “A festa aqui em Santos é muito tradicional e
faz parte do calendário oficial. Este ano, pela primeira vez em 15 anos, temos
a presença de um prefeito nos acompanhando, que é Paulo Alexandre Barbosa. É
uma conquista para todos nós”.
Paulo
Alexandre ressaltou o respeito à pluralidade religiosa. “A Festa de Iemanjá é
uma manifestação do povo e a Prefeitura sempre a apoia. Santos é a terra da
diversidade, da pluralidade, e esta festa representa exatamente isso. Cada um
com a sua crença, cada um com a sua fé, para que possamos construir juntos uma
Cidade melhor, um estado melhor e um País melhor”, disse o prefeito, que também
destacou a empenho da comissão organizadora do evento nos preparativos.
Os secretários municipais de Cultura,
Fábio Nunes, e de Defesa da Cidadania, Carlos Alberto Ferreira Mota, juntamente
com outras autoridades municipais, também acompanharam o evento.
“Nossa
Cidade tem muita ancestralidade. Esse mar é testemunha dessa história. Ele é
símbolo de que esta Cidade está viva. O que todos nós queremos é que Santos
seja sempre território livre para a expressão das manifestações culturais e
religiosas”, disse Fabião.
A Festa de Iemanjá tem coordenação da Casa de
Culto Afro-brasilero Ilê Asé Sobo Oba Àryrá. A realização é da Prefeitura de
Santos, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).
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