sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Agenda Cultural | Teatro

Festa 1
Grupo XIX de Teatro (São Paulo). Espetáculo ’Hygiene’. Peça baseada em uma pesquisa sobre o processo de higienização urbana no Brasil do fim do século XIX, onde um grande contingente de culturas e ideias dividem o mesmo teto, o cortiço. E desse caldeirão de misturas surgem os embriões de importantes manifestações de nossa identidade, assim como as desigualdades sociais que marcam profundamente os nossos dilemas atuais. Sexta-feira (4). 16h. Casa da Frontaria Azulejada - Rua do Comércio, 92 - |Centro Histórico. Classificação 14 anos.

Festa 2
Projeto Antrópicos. Espetáculo: ‘Nephentes’. Por que o Homem ocidental moderno considera-se superior às outras espécies do planeta? O que seria do Homem se outra espécie assumisse o topo da cadeia alimentar? Estas são algumas das questões apresentadas ao público em Nepenthes. De teor performático, a peça é inspirada no documentário “Reino das Plantas” da BBC e influenciada pelo perspectivismo ameríndio. Nepenthes é uma família de planta carnívora que se alimenta de insetos, pássaros e ratos, e não só dá nome a peça, como a cartografa para além de uma metáfora. Sexta-feira (4). 20h. Teatro Guarany – Praça dos Andradas, 100 – Centro Histórico. Classificação 14 anos.

Festa 3
Festa do projeto Futuráfrica. O projeto Futuráfrica há 6 anos pesquisa os ritmos negros universais. Afrobeat, Dub, Future Dub, GroovesBrazucas e Latinos. Inspirados pelo afrofuturismo (que tem como destaque a necessidade de transformar, samplear e rearranjar algo já existente) o coletivo realiza diversas colagens sonoras, fazendo o público dançar ou simplesmente viajar nos resultados inusitados de suas experiências. Para o FESTA, as intervenções serão planejadas com discotecagem em vinil, samplers e percussão. Sexta-feira (4). 23h. Vila do Teatro – Praça dos Andradas, s/nº.

Festa 4
Trupe Olho da Rua. Espetáculo: Blitz. Seguindo a ordem e o progresso nacional, nada mais (in)conveniente que passar por uma BLITZ ou ter seus direitos violados pelo Estado. A opressão que o brasileiro vive hoje nas ruas, seja em meio a manifestações ou indo comprar pão na esquina é levada de forma satírica e mordaz pelo grupo, seja suscitando a discussão sobre a desmilitarização da polícia e o exacerbado militarismo como resquício do período ditatorial ou como diria Brecht ‘um grande divertimento quanto aos tempos de barbárie’. Sexta-feira (4). 24h. Praças dos Andradas. Classificação: 14 anos.

Festa 5
Teatro Wídia (São Vicente). Espetáculo: ‘Meu Quintal é o Maior do Mundo’. Num quintal maior do que o mundo, quatro atores, crianças, jovens e adultos se encontram para brincar e fazer poesia onde o olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê a obra de Manoel de Barros. Sábado (5). 15h30. Fonte do Sapo – orla do Aparecida. Classificação Livre.

Festa 6
Animalenda (Itanhaém). Espetáculo: ‘A Moça da Janela’. O Moço do Correio tem cacoete de poeta, além de entregar cartas também gosta de escrever versos. Esse pobre moço sonhador se apaixonou pela Moça da Janela, que todos os dias espera ansiosamente por uma correspondência. Seria esse amor correspondido? E, afinal quem escrevia as tais cartas para a Moça?  É desta questão que surge o final surpreendente desta trama de amor e aventura. Sábado (5). 16h30. Fonte do Sapo – orla do Aparecida. Classificação Livre.

Festa 7
Oigalê (Rio Grande do Sul). Espetáculo ‘O Baile dos Anastácio’. O desejo do Riograndino Anastácio e de sua esposa Minuana é casar a filha, Maria Pampiana, e buscam um pretendente cujos dotes impulsionem os negócios da família. Parábola sobre a devastação ambiental e os jogos de interesses em torno da terra, a peça utiliza como metáfora o casamento arranjado que ignora o desejo da mulher. Um baile repleto de música, encontros, desencontros, peleias, danças e namoros, de forma divertida, dinâmica e bem humorada. Sábado (5). 18h. Fonte do Sapo - orla do Aparecida. Classificação Livre.

Festa 8
Festa ‘Muito Prazer, Meu nome é Hip Hop’. Discotecagem do Dee Jay Mamuth, com espaço aberto, nos intervalos, para os convidados apresentarem seus talentos musicais, teatrais, ou poéticos. Haverá também uma batalha de improviso de rimas com tema fomento cultura local. O vencedor será escolhido pela aclamação do público. Sábado (5). 22h. Espaço Pagu Toninho Dantas - Vila do Teatro – Praça dos Andradas, s/nº.

Festa 9
Coletivo de Artes de São Vicente. Espetáculo: ‘Rua da Amargura’. Um grupo circense chega à rua com muita vida, muitas cores e sons. E contam uma milenar história: a Paixão de Jesus Cristo. As fitas acompanham o figurino, um plano de fundo colore o cenário, máscaras personificam os personagens, realizando uma mistura de cores, formas e sons para apresentar tal história. Domingo (6). 18h. Parque Roberto Mário Santini – Emissário Submarino. Classificação Livre.

Festa 10
Cia Estável de Teatro (São Paulo). Espetáculo: ‘A Exceção e a Regra’. Uma pequena caravana participa de uma corrida em direção à cidade de Urga, a expedição que chegar primeiro ganha como prêmio uma concessão para explorar petróleo. Durante a viagem são expostos a relação entre explorador e explorado, assim como os mecanismos que legitimam o abuso de um e a submissão do outro. Domingo (6). 19h. Parque Roberto Mário Santini – Emissário Submarino. Classificação Livre.

Festa 11
O Coletivo. Espetáculo: ‘Projeto Bispo – Tratados como bicho, comportam-se como um’. A peça traça um panorama que conduz a uma imersão na perspectiva do excluído e um mergulho no labirinto do artista. Onde o passado e o presente se fundem, assim como elementos da religião, do simbólico e questões sociais que se apresentam como um pano de fundo onde a realidade e a ficção se misturam.  O enredo utiliza a dicotomia loucura/liberdade, num sentido metafórico. A impermanência das coisas se estabelece como a própria estrutura dramatúrgica, em que os atores continuamente desconstroem uma realidade cênica para construir outra, criando uma atmosfera dual entre loucura e prisão, arte e liberdade de expressão. Domingo (6). 21h. Casa da Frontaria Azulejada – Rua do Comércio, 92 – Centro Histórico. Classificação: 18 anos.
Festa 12

Show de Diego Alencikas e Banda. 
O músico promete agitar a noite com sua inventiva forma de interpretar canções. Apaixonado pela arte, cria suas próprias versões de músicas, dando uma identidade peculiar em seus shows. Misturando gêneros musicais e variando as formações da banda, demonstra grande talento e versatilidade. O repertório conta com MPB, Soul, Rock Anos 60, Rock’nRoll, Música Latina, Reggae, Xote, Baião, Bossa Nova, entre outros. Além de voz e violão, mescla seu show com instrumentos de sopro, guitarra, contrabaixo, bateria e percussão. Domingo (6). 23h. Vila do Teatro – Praça dos Andradas, s/nº. 

Festa 13 
Os Panthanas. Espetáculo: ‘Os Desclassificados’. A peça conta a história de três palhaços em busca de um emprego e de melhores condições de vida no mundo de hoje. As confusões criadas por eles, sempre contam com o público como elemento participante, discutindo as questões da valorização dos profissionais do riso e da precarização do mercado de trabalho. Segunda-feira (7). 16h. Escadaria do Monte Serrat. Classificação Livre.

Festa 14
Cia do Feijão (São Paulo). Espetáculo: Diário de uma Revolucionária conta a história de Patrícia Galvão. O espetáculo baseia-se no texto do diário “Paixão Pagu”, uma longa carta escrita por Patrícia para seu companheiro Geraldo Galvão quando estava presa pela ditadura Vargas. Nesta carta/diário ela conta de maneira íntima sua vida até ali.  Através da luta de Patrícia Galvão pelos ideais em que acreditava, sacrificando muitas vezes sua individualidade em prol de uma causa coletiva, “Diário de uma Revolucionária” explora a dialética do idealismo tão presente na vida e obra dessa mulher esperando chamar a atenção para o definhamento dos horizontes, dos ideais da época atual.  Segunda-feira (7). 20h. Casa da Frontaria Azulejada – Rua do Comércio, 92 – Centro. Classificação Livre.

Festa 15
Cia dos Inventivos. Espetáculo: Azar do Valdemar. Uma trupe de artistas mambembes conta a história do desaparecimento de Valdemar e, com o público, tenta recriar a sua trajetória. A peça encerra a Trilogia d’Os Inventivos, livremente inspirada no romance "Viva o Povo Brasileiro" de João Ubaldo Ribeiro. Em ‘Azar do Valdemar’ a Cia. dos Inventivos, desenvolve, por meio do teatro, informação sobre os sequestrados pelo estado policial que vigora em nosso país, denunciando simbolicamente as inúmeras injustiças do corpo social fragmentado pela violência. Segunda-feira (7). 21h30. Praça dos Andradas. Classificação Livre. 


Festa 16
Show ‘The Matuts & The Aparícius Band’. The Matuts surge em meio à projetos de música autoral, com apresentações de música instrumental e psicodelia. Atualmente está ativa na cena Hip Hop da baixada santista, com influências também de Jimi Hendrix, Bob Marley e Jorge Ben e de gêneros musicais como Afrobeat, Dube Reggae. Além de suas músicas autorais, a banda toca Black Sabbath, Sublime, Fela Kuti e nacionais como Luiz Gonzaga, Nação Zumbi e Bezerra da Silva. Segunda-feira (7). 23h. Espaço Pagu Toninho Dantas – Vila do Teatro – Praça dos Andradas, s/nº.

Festa 17
Cia do Elefante/Tescom. Espetáculo: Essa partida não será televiosanada. O espetáculo "Esta Partida Não Será Televisionada" é uma criação coletiva da Companhia do Elefante, grupo formado por alunos e professores da TESCOM Escola de Teatro. A peça estreou no final de 2013 e continua em constante processo de reestudo e ressignificação. O espetáculo traça um paralelo entre o futebol e o dia a dia do cidadão, expondo questões sociais e fazendo apontamentos ao processo de mercantilização que o esporte mais popular do país vem sofrendo. Terça-feira (8). 16h. Praça do Surfista – Posto 2, orla do José Menino. Classificação livre.

Festa 18
Oficina do Imaginário. Espetáculo: Barraco Número 9: Projeto Quarto de Despejo. ‘Barraco número 9’ é um Sarau de Samba e Samba inspirado livremente no livro "Quarto de Despejo: diário de uma favelada", de Maria Carolina de Jesus. Mistura a música popular brasileira e a descontração das rodas de samba com fragmentos do diário da escritora, que foi originalmente registrado em papéis que a catadora não descartava, além de retalhos de textos relacionados, como depoimentos, dissertações e letras de música. Terça-feira (8). 19h. Vila do Teatro – Praça dos Andradas, s/nº. Classificação livre.

Festa 19
Coletivo Negro. Espetáculo: {Entre}. Um conjunto habitacional e quatro vidas: uma mulher grávida e abandonada; um pai que deseja retornar ao seio familiar; um filho que busca encontrar seu caminho e identidade; e um médico que retorna ao local de nascimento para se reencontrar com seu passado. No entrelaçamento dessas histórias, aparentemente comuns, revela-se, mesmo diante das adversidades, um sentido de preservação e celebração do estar vivo, bem como a necessidade do afeto e do encontro. Terça-feira (8). 20h. Casa da Frontaria Azulejada – Rua do Comércio, 92. Classificação: 14 anos.

Festa 20
Roda de conversa: “Da vida ao palco: racismo e blackface no Brasil da democracia racial”. Debate com a curadoria e mediação da produtora cultural Dayane sobre a representatividade política-cultural negra no País.  Convidados da mesa são André Leandro (Serviço Social/ Saúde Mental), Brenda Barbosa (Estudante/ Unifesp), Cleyton Nascimento (Ator), Débora Maria da Silva (Mães de Maio), Joyce Farias (Artista Plástica e pesquisadora/Unifesp), Palloma Santos (Ativista LGBT/ Presidenta do Sindilimpeza) e Sandro Bueno (Capoeirista e Músico). Depois do bate-papo, todos serão convidados junto ao público do festival para festejar a Festa do Riscado, com o DJ Silvio Luiz e Sandro Bueno. Terça-feira (8). 21h30. Espaço Pagu Toninho Dantas – Vila do Teatro – Praças dos Andradas, s/nº.

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