Festa
1
Grupo
XIX de Teatro (São Paulo). Espetáculo ’Hygiene’. Peça baseada em uma pesquisa
sobre o processo de higienização urbana no Brasil do fim do século XIX, onde um
grande contingente de culturas e ideias dividem o mesmo teto, o cortiço. E
desse caldeirão de misturas surgem os embriões de importantes manifestações de
nossa identidade, assim como as desigualdades sociais que marcam profundamente
os nossos dilemas atuais. Sexta-feira (4). 16h. Casa da Frontaria Azulejada -
Rua do Comércio, 92 - |Centro Histórico. Classificação 14 anos.
Festa
2
Projeto
Antrópicos. Espetáculo: ‘Nephentes’. Por que o Homem ocidental moderno
considera-se superior às outras espécies do planeta? O que seria do Homem se
outra espécie assumisse o topo da cadeia alimentar? Estas são algumas das
questões apresentadas ao público em Nepenthes. De teor performático, a peça é
inspirada no documentário “Reino das Plantas” da BBC e influenciada pelo
perspectivismo ameríndio. Nepenthes é uma família de planta carnívora que se
alimenta de insetos, pássaros e ratos, e não só dá nome a peça, como a
cartografa para além de uma metáfora. Sexta-feira (4). 20h. Teatro Guarany –
Praça dos Andradas, 100 – Centro Histórico. Classificação 14 anos.
Festa 3
Festa do projeto Futuráfrica. O projeto
Futuráfrica há 6 anos pesquisa os ritmos negros universais. Afrobeat, Dub,
Future Dub, GroovesBrazucas e Latinos. Inspirados pelo afrofuturismo (que tem
como destaque a necessidade de transformar, samplear e rearranjar algo já
existente) o coletivo realiza diversas colagens sonoras, fazendo o público
dançar ou simplesmente viajar nos resultados inusitados de suas experiências.
Para o FESTA, as intervenções serão planejadas com discotecagem em vinil,
samplers e percussão. Sexta-feira (4). 23h. Vila do Teatro – Praça dos
Andradas, s/nº.
Festa
4
Trupe
Olho da Rua. Espetáculo: Blitz. Seguindo a ordem e o progresso nacional, nada
mais (in)conveniente que passar por uma BLITZ ou ter seus direitos violados
pelo Estado. A opressão que o brasileiro vive hoje nas ruas, seja em meio a
manifestações ou indo comprar pão na esquina é levada de forma satírica e
mordaz pelo grupo, seja suscitando a discussão sobre a desmilitarização da
polícia e o exacerbado militarismo como resquício do período ditatorial ou como
diria Brecht ‘um grande divertimento quanto aos tempos de barbárie’.
Sexta-feira (4). 24h. Praças dos Andradas. Classificação: 14 anos.
Festa
5
Teatro
Wídia (São Vicente). Espetáculo: ‘Meu Quintal é o Maior do Mundo’. Num quintal
maior do que o mundo, quatro atores, crianças, jovens e adultos se encontram
para brincar e fazer poesia onde o olho vê, a lembrança revê, e a imaginação
transvê a obra de Manoel de Barros. Sábado (5). 15h30. Fonte do Sapo – orla do
Aparecida. Classificação Livre.
Festa
6
Animalenda
(Itanhaém). Espetáculo: ‘A Moça da Janela’. O Moço do Correio tem cacoete de
poeta, além de entregar cartas também gosta de escrever versos. Esse pobre moço
sonhador se apaixonou pela Moça da Janela, que todos os dias espera
ansiosamente por uma correspondência. Seria esse amor correspondido? E, afinal
quem escrevia as tais cartas para a Moça?
É desta questão que surge o final surpreendente desta trama de amor e
aventura. Sábado (5). 16h30. Fonte do Sapo – orla do Aparecida. Classificação
Livre.
Festa
7
Oigalê
(Rio Grande do Sul). Espetáculo ‘O Baile dos Anastácio’. O desejo do
Riograndino Anastácio e de sua esposa Minuana é casar a filha, Maria Pampiana,
e buscam um pretendente cujos dotes impulsionem os negócios da família.
Parábola sobre a devastação ambiental e os jogos de interesses em torno da
terra, a peça utiliza como metáfora o casamento arranjado que ignora o desejo
da mulher. Um baile repleto de música, encontros, desencontros, peleias, danças
e namoros, de forma divertida, dinâmica e bem humorada. Sábado (5). 18h. Fonte
do Sapo - orla do Aparecida. Classificação Livre.
Festa 8
Festa ‘Muito Prazer, Meu nome é Hip Hop’. Discotecagem do Dee Jay Mamuth, com espaço aberto,
nos intervalos, para os convidados apresentarem seus talentos musicais,
teatrais, ou poéticos. Haverá também uma batalha de improviso de rimas com tema
fomento cultura local. O vencedor será escolhido pela aclamação do público. Sábado
(5). 22h. Espaço Pagu Toninho Dantas - Vila do Teatro – Praça dos Andradas,
s/nº.
Festa 9
Coletivo
de Artes de São Vicente. Espetáculo: ‘Rua da Amargura’. Um grupo
circense chega à rua com muita vida, muitas cores e sons. E contam uma milenar
história: a Paixão de Jesus Cristo. As fitas acompanham o figurino, um plano de
fundo colore o cenário, máscaras personificam os personagens, realizando uma
mistura de cores, formas e sons para apresentar tal história. Domingo (6). 18h.
Parque Roberto Mário Santini – Emissário Submarino. Classificação Livre.
Festa
10
Cia
Estável de Teatro (São Paulo). Espetáculo: ‘A Exceção e a Regra’. Uma pequena
caravana participa de uma corrida em direção à cidade de Urga, a expedição que
chegar primeiro ganha como prêmio uma concessão para explorar petróleo. Durante
a viagem são expostos a relação entre explorador e explorado, assim como os
mecanismos que legitimam o abuso de um e a submissão do outro. Domingo (6).
19h. Parque Roberto Mário Santini – Emissário Submarino. Classificação Livre.
Festa
11
O
Coletivo. Espetáculo: ‘Projeto Bispo – Tratados como bicho, comportam-se como
um’. A peça traça um panorama que conduz a uma imersão na perspectiva do
excluído e um mergulho no labirinto do artista. Onde o passado e o presente se
fundem, assim como elementos da religião, do simbólico e questões sociais que
se apresentam como um pano de fundo onde a realidade e a ficção se
misturam. O enredo utiliza a dicotomia
loucura/liberdade, num sentido metafórico. A impermanência das coisas se
estabelece como a própria estrutura dramatúrgica, em que os atores
continuamente desconstroem uma realidade cênica para construir outra, criando
uma atmosfera dual entre loucura e prisão, arte e liberdade de expressão.
Domingo (6). 21h. Casa da Frontaria Azulejada – Rua do Comércio, 92 – Centro
Histórico. Classificação: 18 anos.
Festa
12
Show de Diego Alencikas e Banda.
O músico
promete agitar a noite com sua inventiva forma de interpretar canções.
Apaixonado pela arte, cria suas próprias versões de músicas, dando uma
identidade peculiar em seus shows. Misturando gêneros musicais e variando as
formações da banda, demonstra grande talento e versatilidade. O repertório
conta com MPB, Soul, Rock Anos 60, Rock’nRoll, Música Latina, Reggae, Xote,
Baião, Bossa Nova, entre outros. Além de voz e violão, mescla seu show com
instrumentos de sopro, guitarra, contrabaixo, bateria e percussão. Domingo (6).
23h. Vila do Teatro – Praça dos Andradas, s/nº.
Festa 13
Os
Panthanas. Espetáculo: ‘Os Desclassificados’. A peça conta a história de três
palhaços em busca de um emprego e de melhores condições de vida no mundo de
hoje. As confusões criadas por eles, sempre contam com o público como elemento
participante, discutindo as questões da valorização dos profissionais do riso e
da precarização do mercado de trabalho. Segunda-feira (7). 16h. Escadaria do
Monte Serrat. Classificação Livre.
Festa
14
Cia
do Feijão (São Paulo). Espetáculo: Diário de uma Revolucionária conta a
história de Patrícia Galvão. O espetáculo baseia-se no texto do diário “Paixão
Pagu”, uma longa carta escrita por Patrícia para seu companheiro Geraldo Galvão
quando estava presa pela ditadura Vargas. Nesta carta/diário ela conta de
maneira íntima sua vida até ali. Através
da luta de Patrícia Galvão pelos ideais em que acreditava, sacrificando muitas
vezes sua individualidade em prol de uma causa coletiva, “Diário de uma
Revolucionária” explora a dialética do idealismo tão presente na vida e obra
dessa mulher esperando chamar a atenção para o definhamento dos horizontes, dos
ideais da época atual. Segunda-feira (7).
20h. Casa da Frontaria Azulejada – Rua do Comércio, 92 – Centro. Classificação
Livre.
Festa
15
Cia
dos Inventivos. Espetáculo: Azar do Valdemar. Uma trupe de artistas mambembes
conta a história do desaparecimento de Valdemar e, com o público, tenta recriar
a sua trajetória. A peça encerra a Trilogia d’Os Inventivos, livremente
inspirada no romance "Viva o Povo Brasileiro" de João Ubaldo Ribeiro.
Em ‘Azar do Valdemar’ a Cia. dos Inventivos, desenvolve, por meio do teatro,
informação sobre os sequestrados pelo estado policial que vigora em nosso país,
denunciando simbolicamente as inúmeras injustiças do corpo social fragmentado
pela violência. Segunda-feira (7). 21h30. Praça dos Andradas. Classificação
Livre.
Festa 16
Show ‘The Matuts & The Aparícius Band’. The Matuts surge
em meio à projetos de música autoral, com apresentações de música instrumental
e psicodelia. Atualmente está ativa na cena Hip Hop da baixada santista, com
influências também de Jimi Hendrix, Bob Marley e Jorge Ben e de gêneros
musicais como Afrobeat, Dube Reggae. Além de suas músicas autorais, a banda
toca Black Sabbath, Sublime, Fela Kuti e nacionais como Luiz Gonzaga, Nação
Zumbi e Bezerra da Silva. Segunda-feira (7). 23h. Espaço Pagu Toninho Dantas –
Vila do Teatro – Praça dos Andradas, s/nº.
Festa
17
Cia
do Elefante/Tescom. Espetáculo: Essa partida não será televiosanada. O
espetáculo "Esta Partida Não Será Televisionada" é uma criação
coletiva da Companhia do Elefante, grupo formado por alunos e professores da
TESCOM Escola de Teatro. A peça estreou no final de 2013 e continua em
constante processo de reestudo e ressignificação. O espetáculo traça um
paralelo entre o futebol e o dia a dia do cidadão, expondo questões sociais e
fazendo apontamentos ao processo de mercantilização que o esporte mais popular
do país vem sofrendo. Terça-feira (8). 16h. Praça do Surfista – Posto 2, orla
do José Menino. Classificação livre.
Festa
18
Oficina do Imaginário. Espetáculo:
Barraco Número 9: Projeto Quarto de Despejo. ‘Barraco
número 9’ é um Sarau de Samba e Samba inspirado livremente no livro
"Quarto de Despejo: diário de uma favelada", de Maria Carolina de
Jesus. Mistura a música popular brasileira e a descontração das rodas de samba
com fragmentos do diário da escritora, que foi originalmente registrado em
papéis que a catadora não descartava, além de retalhos de textos relacionados,
como depoimentos, dissertações e letras de música. Terça-feira (8). 19h. Vila
do Teatro – Praça dos Andradas, s/nº. Classificação livre.
Festa 19
Coletivo Negro. Espetáculo: {Entre}. Um conjunto
habitacional e quatro vidas: uma mulher grávida e abandonada; um pai que deseja
retornar ao seio familiar; um filho que busca encontrar seu caminho e
identidade; e um médico que retorna ao local de nascimento para se reencontrar
com seu passado. No entrelaçamento dessas histórias, aparentemente comuns,
revela-se, mesmo diante das adversidades, um sentido de preservação e
celebração do estar vivo, bem como a necessidade do afeto e do encontro.
Terça-feira (8). 20h. Casa da Frontaria Azulejada – Rua do Comércio, 92.
Classificação: 14 anos.
Festa 20
Roda de conversa: “Da vida ao palco: racismo e
blackface no Brasil da democracia racial”.
Debate com a curadoria e mediação da produtora cultural Dayane sobre a
representatividade política-cultural negra no País. Convidados da mesa são André Leandro (Serviço
Social/ Saúde Mental), Brenda Barbosa (Estudante/ Unifesp), Cleyton Nascimento
(Ator), Débora Maria da Silva (Mães de Maio), Joyce Farias (Artista Plástica e
pesquisadora/Unifesp), Palloma Santos (Ativista LGBT/ Presidenta do
Sindilimpeza) e Sandro Bueno (Capoeirista e Músico). Depois do bate-papo, todos
serão convidados junto ao público do festival para festejar a Festa do Riscado,
com o DJ Silvio Luiz e Sandro Bueno. Terça-feira (8). 21h30. Espaço Pagu
Toninho Dantas – Vila do Teatro – Praças dos Andradas, s/nº.
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